· 11 Julho 2008 | fonte
O teu nome tem um certo significado relacionado com a música pop, qual é a história por trás disso?
Na verdade, os meus pais deram-me este nome antes da música do Joe Cocker, “Delta Lady”. A minha mãe estava grávida de mim, e eles foram a um concerto do Joe Cocker. Ele iniciou o concerto com a música “Delta Lady”, e eles disseram que devia ser o destino. A minha avó disse que era o pior nome de sempre. Ela disse que devia ser um nome de homem, porque não era muito comum na Austrália. Mas não é porque os meus pais têm alguma coisa a ver com música. Eu não venho de uma casa muito ligada à música. Eu acho que tinhamos três álbuns na nossa casa, por isso eu tive que descobrir a música sozinha.
Quando é que começaste a tocar a tua própria música?
Eu comecei as lições de piano aos 7 anos. Rapidamente comecei a escrever músicas, melodias e letras. Eu sempre tive uma espécie de pequeno caminho que iria encontrando. Toda a minha família está relacionada com desporto. O meu irmão é futebolista. Era tudo equipa, trabalho duro, disciplina, correr rápido. Eu fiz uma demo na altura que tinha 12 anos.
Qual foi o primeiro álbum que alguma vez compraste?
Eu penso que foi do Michael Jackson. Eu tinha 6 ou 7 anos, e comprei o “Thriller”. Tenho quase a certeza que o segundo foi o “Music Box” da Mariah Carey, quando eu tinha 11 ou por aí. Mas hoje em dia o que eu oiço mais é Stevie Nicks.
Qual é a música que mais toca no teu iTunes?
Bem, neste momento é quase tudo Stevie Nicks, porque os seus grandes êxitos acabaram de sair. Mas eu tenho tudo aqui desde Enya ao Prince.
Tens alguma letra favorita de música rock ou pop?
Isso é tão difícil, porque eu adoro tantas letras. “Rooms on Fire” da Stevie Nicks: "Ooh, well there is magic all around you, if I do say so myself. Well, I have known this much longer than I've known you."
Porque é que actuas descalça?
Há duas razões. Tenho de o fazer porque quando me sento no piano de saltos altos, sou muito alta, e então os meus joelhos batem no topo do piano. A segunda razão é porque eu gosto mesmo de actuar descalça! Eu sinto que posso estar mesmo confortável, sem sapatos, andar por aí, e ser muito espírito-livre.
Conta-nos sobre o teu novo álbum auto-intitulado, “Delta”.
Os dois primeiros álbuns são muito à base de piano, e eu penso que este álbum é muito mais pop. Mas ao mesmo tempo, eu digo sempre que é um pop sentimental, porque adoro escrever sobre experiências. Eu gosto que as minhas músicas tenham significado. Tem de ter significado para mim, eu preciso mesmo que tenha valor e emoção, e ainda assim ser atractivo.
Conta-nos sobre a tua sessão fotográfica para a Blender. Tem realmente uma sensação determinada da baixa de Nova Iorque.
O meu vestido ficou muito estragado! No tirámos as fotografias fora do famoso restaurante, onde “When Harry Met Sally” foi gravado; e parecia muito fixe. Então nós estávamos felizes para ir lá dar uma olhada. Mas estava a chover, e quando voltámos o vestido estava preto.
Tu és uma sobrevivente de cancro. Isso define-te? Tu és uma sobrevivente de cancro primeiro, e música em segundo?
Eu penso que qualquer pessoa que tenha passado pelo cancro passou por uma jornada pessoal e aprendeu diferentes lições através disso. Espero que isso não me defina. Definitivamente penso que é uma parte de mim; é uma experiência que eu gostava de, tu sabes, ter estado lá, ter feito aquilo, e não fazer aquilo outra vez. Foi muito complicado. Eu tinha 18 anos, e tinha acabado de começar com a minha música onde eu era nº1 nos tops na mesma semana em que me foi diagnosticado o cancro. Foi um momento muito bipolar. Definitivamente formou cores escuras à minha volta, mas isso deu-me uma força interior que me tornou no que sou hoje. Quando isso vai para a música, eu tenho uma maneira diferente de perceber quando alguém aparece e diz, “A tua música significa realmente algo para mim”. Eu digo, ”Eu percebo o que tu queres dizer, porque eu sei como é quando precisas de uma música”
Os Australianos têm óptimas expressões. Qual é um dos calões Australianos que os Americanos deviam escolher?
Nós costumamos dizer sempre não há preocupações. Eu digo sempre não há problema, não há preocupações.